
" ... foi um abraço, rápido para duas pessoas que não se viam a algum tempo, olhares trocados, e lá estava seu perfume novamente em mim. No mais tardar, já éramos um ... "As minhas melhores palavras regidas pelos mais puros e sinceros e aguçados sentimentos só poderiam ser dedicadas à poucas pessoas e mesmo assim me faltam palavras e me fogem os detalhes. Assumo minha provável incoerência antes de dar continuidade a tantas besteiras brevemente registradas. Se antes não havia muito o que dizer, talvez agora as palavras e os sentimentos tenham a tendência de fluir. Se foi estranho antes, agora não mais, não se por minha conta, não sei se por conta dos dois, ou talvez mesmo por eu ter me permitido permitir um pouco mais de mim. Pode ter sido o sabonete que era diferente, o perfume que era outro, ou talvez eu tenha me permitido escapar de mim. O momento não se faz mais meu, a noite não se faz mais nossa, chateações não nos pertencem, muito menos pertencemos um ao outro. Semear sentimentos, agora, poderá ser do meu interesse, mas é apenas uma pretensão que eu divido em um primeiro momento. Sentir alguma coisa nova poderá me fazer bem e talvez eu queira sentir isso, ou não.
A incerteza sempre se fez minha dona maior e meu silêncio tem sido meu pior inimigo; entregar superficialmente minhas intenções é a minha ideia, mas vou procurar não explanar nem meus sentimentos e nem minhas vontades por completo. Se faço coisas erradas, bato o pé até tudo se acertar e isso eu farei até o fim.
Deslizando meus olhos por algumas palavras soltas em algum lugar que me falha a memória, enxerguei algo que dizia que depois que há um começo tudo se encaminha para o fim. Fala sério, justamente eu me prendendo a tantos detalhes ?!
É, pode ser que sim. Talvez o ambiente esteja me contaminando, me contagiando, causando alguma resposta em mim. Não me importo.
Que passe, que venha e se for eu não me privarei.
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