quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Aquela Tal Micareta

Muitas coisas devem ser ditas, uma vez que a noite passada faz parte da minha história de uma maneira especial. Veio a lembrança de quando conheci elementos; um tal de GUGU que é foda mesmo e que poderia ser o amor da minha vida hoje, mas algo mais gordo ocupou o meu campo de visão e daí não tivesse essa chance, mas que seja. Sai de casa deixando todas as minhas vonatdes portão a dentro e só tinha como objetivo aquele local, somente aquele local e nada mais. Esqueci que haviam outras pessoas indo na mesma direção, outras na contra-mão, umas pelo caminho, outras chacoalhando suas respectivas nádegas ao som de uma batida que quase me fazia chacoalhar a minha também. Eu e minha aprendiz de micareta, partimos de encontro aos corpos e bocas desconhecidas, ela com o objetivo de se deliciar e se aproveitar de pobres inocentes com hormônios a flor da pele e eu estava simplesmente lá. Nossa primeira parada, um belo rapaz muito bem afeiçoado, com uma cara de "nana neném", partiu para conquistar minha aprendiz e eu, eu fui me enturmando com seus companheiros, que por sinal eram muito simpáticos e tarados. Enquanto eles se enroscavam, eu era declarada a próxima vítima. Daí ele se aproximou e quando disse seu nome, eu desisti da idéia de acontecer alguma coisa ali. Então, ficamos ali, bebi, quase beijei, fui agarrada, fugi, corri, me seguraram, mas eles eram muito legais. Parti rumo a outras descobertas. Minha festa começou quando me juntei com os que realmente fazem a festa. E daí, muitas situações se desenrolaram.
Adentrando o local me deparei com uma boca, se não uma de fato, algumas então, conhecida, porém inexplorada; mas isso não se fez um problema, uma vez que a intenção maior da noite ainda não se encontrava no local, meus objetivos estavam perdidos.
E parti novamente sem rumo, mirando o horizonte que não era tão infinito assim. Vieram os copos cheios e as bocas vazias, as mãos desocupadas ...
Não me importo, pois as minhas verdades e minhas mentiras jamais poderão ser questionadas.
Pulemos as partes desenteressantes e sejamos mais diretos. Finalmente a tão esperada parte da minha noite teve início, mas gostaria de deixar bem claro que desgosto de inícios, pois depois do início a caminhada só percorrerá um caminho, o do fim. Mas naquele momento, nada além de nós me importava.
E nessas mal trocadas palavras eu me faço e me desfaço de lembranças que se esvaem e se embaralham em minha cabeça tão juvenil e tão ... tão ... nem eu sei, talvez confusa, ou simplesmente objetiva demais. Mas eu estava lá, em seus braços, do seu lado, perto de você e assim permaneci, não me importavam mais os milhares de homens gostosos e maravilhosos que esbanjavam sedução e ardilosas intenções, e que só teimam em se aproximar quando eu não quero mais nenhum outro, mas eu não me importava, dizia que não, me debatia, e viarava o rosto, impossibilitando o toque que não viesse de você. E não ligava mais para nenhum outro corpo que não fosse o seu, para nenhuma outra boca se não a sua, para não estar perto de outro alguém que não fosse você. Nada se faria tão mais perfeito do que seu abraço e seu beijo. Nada se fez mais perfeito do que aquelas músicas sussurradas ao pé do ouvido, nada se fez mais bonito a que tudo que foi compartilhado com você.
Tinha uma grade também. Não era a grade que ia e voltava, não era grande, na verdade não era nada, mas ela estava lá. A lembrança não esteve presente, na verdade nem me lembro se o krepp estava lá, eu nem me aproximei daquela grade, eu nem quis saber, não tinha intenções com lembranças e sim com acontecimentos. A perfeição estava a minha frente, a perfeição se concretizava em minha boca, em meus ouvidos. E não ligo para o que disserem, não ligo para o que quiserem inventar, as verdades são minhas e apenas são de meus conhecimentos. No beijo eu fui só sua, no toque eu só senti você e o lugar era só nosso. Chego a me fartar de tantas intenções e sentimentos inventados. Mas estar com você é fantastico.
Me restam as lembranças, como sempre. As minhas intenções, umas eu levo no bolso, outras eu deixo pelo chão, talvez essas não me farão falta e se fizerem eu as criarei novamente.
Mas, aquela noite, já se foi amor.
Ilusão de pensamento ...

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