Mas é alguma coisa que não me é nova que me enforca, me esgana, me sufoca por algum motivo, por algum sentimento, por algo que não deveria mais existir e nem por isso eu me culpo, e nem por isso eu deixo de sentir e dar permissão para que me invada e se manifeste em breves palavras. Já me faltam dedos para contar casos e acasos, histórias, sentimentos e desejos que tenho e que tive e que eu também coloquei no baú que foi arremessado na imensidão interior que existe em mim.
Mas que dá vontade dá de jogar tudo pro ar e ir embora com você, pra ser o seu amorzinho, ganhar milhões de beijinhos e nos seus braços me prender ...
Já disseram os sábios, o que um não quer não significa que o outro tenha que desistir de fazer. Se eu deturpei o velho ditado, desculpem minha audácia, mas eu sou gorda e comigo funciona assim. Tenho meus limites impostos e bem reforçados, não preciso passar por cima de ninguém, nem destruir nada para alcançar algo, muito menos omitir fatos. Cada um se defende com as armas que pode, que têm ou não. Eu tenho lá minhas frases engasgadas que só se encontram engasgadas por minha única, minha tão grande culpa e incapacidade de falar quando deveria falar, mas me calei e dei as costas. Ainda agora poderia chorar de saudade, pois só eu sei a falta que você me faz, só eu sei do quanto eu preciso de você, só eu sei o tamanho do vazio que você deixou, só eu sei que ninguém vai ocupar a lacuna que você me deixou como lembrança. Você me configurou e me desconsertou. Um velho amor pode destruir e construir coisas maiores ainda. Uma paixão antiga vale por milhares de amores construtores, chefe de obras, peões ...Não me interessa o que esse amor possa lhe oferecer, possa fazer por você, possa te suprir, o que me interessa e o que eu faço questão de remoer é o que eu deixei de fazer por nós. A casa é nossa e a rua é minha. As lembranças são nossas, mas a dor sempre, sempre foi minha. Sempre será minha e não faço questão de compartilhar nada mais que isso. Sempre me fez promessas malucas, tão malucas e tão falsas e tão bem feitas que eu só tinha o dever de acreditar e sonhar um sonho bom, onde tudo era verdade, principalmente você.
Em um primeiro momento era uma grade solta num canto e duas bocas que se faziam uma em um único beijo, em vários beijos, durante muito tempo. Fiquei em seus braços pois não tinha forças para levantar e caminhar, sem olhar para trás. Perco o foco quando o assunto é você e me pego dizendo e repetindo as mesmas coisas de sempre. Que seja feita de palavras repetidas, mas só queria registrar que você me faz bem e sinto saudades de você.
Hoje ela bateu forte e com intenções eu me dediquei a soltar algumas já conhecidas palavras, mas agora, tanto faz. Estávamos condenados naquela fase, mas agora já passou, perdemos a metade cada um mas, continuamos muito bem, obrigado.
Minha verdade diz que não existem finais que se destinem a mim, e sim, novos recomeços. Sendo assim, que recomecemos novamente.
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