segunda-feira, 28 de junho de 2010

This is it

Não, jamais será somente isso. Nunca foi. Eu jamais farei ele apenas mais uma lembrança. Ele sabia cada milisegundo de suas músicas, cada marcação de suas coreografias, sabia de suas batidas; ele sentia tudo. Perfeccionista como ele? jamais. Pensar em tudo ... ninguem pensará como ele. Ninguém jamais sentirá o que ele sentiu. Sua dança, seus movimentos, suas marcações, o seu todo. Ele era tudo. Ele é tudo. Sua voz, minhas reticências dizem tudo ... . E me vejo perdida e lotada de emoções e palavras a serem despejadas, mas noto que soam repetitivas e não sei o que fazer.
"Não me façam cantar de verdade ..." ele disse. E eu podia jurar que ele estava cantando pra valer. A sensação que sua música proporciona é única pra quem sente e o arrepio é sempre presente. E eu volto a repetir, seus movimentos ... e minhas reticencias mais uma vez tomam minhas palavras. Diga que ele é único mas a criança não é dele. Diga que você não está sozinho. Diga que o amor não estava em seus planos também. Defenda o planeta como ele defendeu. Pule como ele pulou, movimente-se como ele, nem seus mais perfeitos covers repetirão com perfeição movimentos feitos apenas uma vez. Não teriam êxito, não pelo fato da perfeição não existir, nem pelo fato de serem apenas admiradores, mas sim porque são deles os movimentos, é dele o momento e jamais pertencerá a alguém a repetição exata deles, sempre que ele buscava isso, havia inovação.
Pedras reluzentes por todo seu corpo, com o mundo aos seus pés, com a sensação, a sensação única, sempre marcada, sempre se fazia presente. O palco era seu templo. O palco sempre será seu templo. Não consigo me recordar em nenhum momento que alguma canção sua, meu corpo todo não se arrepiar, de não tentar arranhar algum pedaço de suas canções, de não ter me levantado e ter ficado de frente para a televisão tentando reproduzir seus movimentos mesmo que de forma engraçada. E agora eu me vejo, sentada frente a uma tela de computador, dissertando sobre aquele sempre dispertou uma incrível emoção sobre mim. Sempre conseguiu derramar lágrimas de meus pequenos e nem tão expressivos olhos e sempre com uma sensação diferente a cada nota, fosse ela tocada ou cantada, não me importa, era ele; meus olhos e meu corpo por inteiro sempre soube, sempre sentiu. Não me pergunte do por que de tanta adimiração, de tanta emoção, muito menos o por que de tantos arrepios.
É o que ele desperta em mim, é o que ele sempre despertou ... é o que ele sempre vai despertar. Não vou fazer tributos a ele, como muitos por aí fazem com outras celebridades que já partiram dessa. Ainda questiono o criador do por que ter tirado ele daqui, do por que ter permitido isso. Audácia a minha questioná-lo. Visto isso, permaneço incorfomada, louca para esbravejar aos mil ventos o quão furiosa estou, mas mantenho-me em silêncio. Mas mesmo assim, a sensação de continuar a me questionar é mais forte, e meu silêncio permanece.
Minha certeza se faz maior quando digo que não há palavra, não expressão, não há títulos que poderiam dar, suficientes para sua real importância, sua real essência. Nem mesmo o título de "The King of Pop" se fará suficiente, ele era mais, ele é mais. Sempre buscou mais, o mais alto, o melhor.
Me torno um grão de areia, perante a legião de fãs.
E mesmo sendo um grão, continuarei te ouvindo, me arrepiando, me emocionando, me questionando, como sempre foi. Nada se fará diferente entre nós. Apenas uma distância maior, mas isso não é nada.
Não mesmo.

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