Continuo aqui com minhas perdidas palavras e meus pensamentos soltos. Pensamentos esses que que não se dedicam mais aqueles que já puderam ser donos de muito mais coisas, mas mantiveram-se nos pensamentos e no mais longe que puderam se expandir somente alcançaram minhas singelas intenções. Idéias soltas e lá vou eu, descendo a rua que parece não ter fim, mas tem, sempre tem, e assim que alcançado o tal final da rua me deparo com aquela longa passarela, e atravessei. Numa sombra que estava ali somente porque me esperava, ali aguardei. Ali mesmo o encontrei, lindo, belo e sorridente como sempre; com uma sujeirinha que se denomina barba ou cavanhaque, não me importa a diferença a sujeirinha continuava lá, não disse nada e tomei meu rumo. Rumo esse em direção a uma calçada com duas cadeiras que ameaçavam nos jogar no chão, uma vez que seria uma cena um tanto ilária, mas ninguém foi cortejado com a cena, lamentável ... . Fui ali com um intuito, missão dada é missão cumprida, assim eu considero as missões oferecidas. O sentimento inventado por mentes muito férteis eu confesso que não existe, não mais. Me sinto bem e muito feliz, vejo o tal sentimento inexistente dedicado a alguém que talvez retribua em mesma dimensão, mas isso não vem ao caso, não agora. Diga-me, diga-me tudo que lhe aflige, diga-me tudo que quer me dizer, diga-me o que não quiseres também que eu escutarei com toda a atenção que eu puder lhe dedicar, mas não me sature, odeio isso. Odeio mesmice e você se torna tão repetitivo as vezes amor, mas eu aguento, sobrevivo sempre. Vejo uma similaridade tão grande entre nós que as vezes confesso que isso me impressiona um pouco, mas não me deixo levar. Sorri bonito, fala bonito e prova cada vez mais que agi da mesma forma com todas; obrigada amor, na sua rede eu não caio mais e se cair eu me livro, aaaaah se eu me livro !
Mas ainda sim sua companhia se faz tão bem vinda que até eu me surpreendo com o bem que me faz e com a indiferença que se tornou o tal sentimento inventado. Mas não me importo, nunca me importei e continua sendo indiferente. Quando não há sentimentos em jogo tudo se torna muito fácil.
Ainda me pego dando atenção a suas palavras ditas da boca para fora, derramadas como se não houvesse espaço para a bebida junto delas e daí você as cospe. Sentimentos passados não compram o futuro ... mas quem foi que disse que essa é nossa inteção?
Vejo uns e outros, que se assemelham tanto quanto ao tipo de compromisso que podem oferecer, que estão dispostos a se dedicar, mas logo a sedenta vontade de cair com tudo no que o mundo tem de melhor e pior a lhe oferecer é sempre mais forte e nada os impede, nada que se ponha no caminho será considerado obstáculo.
Mas que se danem os obstáculos, que se danem mais ainda os outros! Pouco me importa, nada que venha do alheio me interessa.
Entretanto, continue considerando, estarei aqui sempre que quiser encher meu copo e me contar besteiras; estarei aqui para esvaziar sua cabeça de problemas e apenas me dedicar a intenção de um sorriso estampado nos lábios mais carnudos já vistos por singelos olhos sem mais intenções.
Apesar de tudo, qualquer coisa e todas as coisas, eu tô aqui, eu disse que estaria sempre e não irei deixar de estar; não sou de jogar promessas pela janela.
Ainda é cedo amor ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário