Dono dos mistérios mais misteriosos que posso imaginar em desvendar. Dono do sorriso mais bonito que já vi. Dono das verdades mais inventadas que já ouvi. Dono de tudo, porque alguém algum dia lhe disse isso e ele acreditou. Meu mistério, meu vendaval, desejo talvez não seja mais do nosso momento, mas eu nunca vou poder falar pelos dois. És um cretino, mas nada disso muda o sentimento existente, um apego que desconheço a dimensão mas sei da realidade. Reais intenções se esvaem conforme cada atitude tomada, a cada escolha feita, pois a vida é um moinho e as possibilidades de felicidade a dois nela são egoístas, muito egoístas eu diria. Se mostra tão previsível e desinteressante a todo momento. Parece que me faz mal de alguma forma, mas sinto tanta saudade. Coisa minha, coisa boba minha. Penso em querer sentir algo que não mais me pertence, mas que mesmo assim gosto de fingir; gosto de verdades inventadas, gosto de mentiras iguais, as vezes elas podem se tornar grandes verdades.
No início, disse que seria a primeira cujo não faria mal, seria eu a primeira que você, o todo poderoso, não faria sofrer; sinto muito amor, você falhou nessa parte. Disse também que teria uma eterna missão de me fazer feliz; você tropeça muito, já não há muito êxito, nem muito mais o que se conquistar, mas já não anda, ou pior tropeça, tão errado. Disse e prometeu tantas e tantas coisas, disse que eu possuia a chave de um lugar que era sim de muito interesse meu conhecer e se no melhor dos acontecimentos, ser dona e proprietária do mesmo; o tempo voa e o sentimento e as intenções e todas as promessas e muitas outras coisas e se vão. Chegou a perder palavras com perguntas tão simples e logo você sem palavras ...
Já me dedicou tantos títulos, fui comparada até a uma catástrofe natural, o tal do furacão; já foi registrada com sua letra e suas intenções a minha alvura tão palida, e que agora se faz mais presente do que nunca e isso não vem ao caso. Já foram dedicadas palavras em momentos inoportunos e silêncios mais inoportunos ainda quando se havia muito o que falar. Enchemos e esvaziamos copos, pensamentos e vontades.
Sempre frizei muito tudo que mais me chama atenção em você, principalmente a sua risada que se faz tão melódica aos meus ouvidos. Mas isso era bobeira de uma menina apaixonada e tão mais encantada por um homem que a impressionou. Mas realmente eu amo a sua risada e mais ainda ser a causadora dela, por maior ou menor que for a besteira do momento.
Não vi um começo e não vi um fim; não sei se a eternidade chega a ser o nosso caso, sei menos ainda se conseguiria te aturar tanto tempo. Proponho uma postura diferente agora, pois, vejo que não há mais necessidade do passado estar no presente. São outras histórias, outros momentos, outras conversas, entretanto um bar diferente mas com os seus respectivos copos cheios.
Não relataria, nem aqui e nem em nenhum outro lugar, tudo que pudesse, tudo que eu quis e o que não quero mais viver, nem com você e nem com ninguém, seria perda de tempo; pessoas como nós, regidas pela intensidade do sentimento não se prendem tanto a pequenas coisas.
Você pode não enxergar, mas só eu sei o quão parecidos somos. Um dia você talvez entenderá do porque gosto tanto do seu mistério. É pouco tempo, mas dado todo o convivio comigo, ainda não sei muito de mim e me surpreendo a cada troca de opnião, de idéia. E não te vejo tão diferente disso, entre muitas outras coisas que só cabem ao meu saber, entendimento e interesse. Sua simples complexibilidade me fascina, confesso. Se não houver mais essa fascinação meu bem, já vejo que você se fará mais desinteressante e incessantemente previsível.
Ao decorrer de poucas coisas e muitas lembranças, teremos sempre dois copos cheios, muitas e incansáveis e escandalosas risadas que jamais se calarão, eternos tratamentos carinhosos, algumas verdades ditas, muitas caladas. Enquanto houver intenções eu estarei por perto.
Pois amor, a vida é isso e nada mais que isso.
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